O mundo em 2050: escassez de água, inundações e outras catástrofes globais
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O mundo em 2050: escassez de água, inundações e outras catástrofes globais

100 Foods

30 abr , 2021

Se nenhuma medida for tomada para frear o consumo de água, o mundo pode enfrentar uma crise hídrica sem precedentes, com mais de 5 bilhões de pessoas afetadas no ano de 2050.

 

Esta foi a conclusão de um relatório da UN Water, durante a abertura do fórum mundial da água em Brasília, em 2018. Segundo o relatório, a quantidade de água disponível no planeta será praticamente a mesma, enquanto que a população tende a crescer, atingindo a marca dos 9,4 bilhões de habitantes no ano em questão, ocasionando um colapso hídrico.

Apesar de mal divulgado, mais de 2 bilhões dos 7,6 bilhões de habitantes da Terra atualmente já carecem de água potável em casa.

Acredita-se que pelo nosso planeta ser inundado de água, tal acontecimento é improvével. No entanto, do  volume de aproximadamente 1,4 bilhão de km3 isso, cobrindo aproximadamente 71% da superfície da Terra, 97,5% se encontram nos mares sob a forma salgada e, portanto, não potável, restando apenas 2,5% de água doce.

Para entender ainda melhor, desses 2,5% que nos restam, a maior parte vai para a agricultura, principalmente para a irrigação de plantações, e também para a criação de gado e cultivo de de peixes e plantas. À medida que a população global aumenta, consequentemente a produção agrícola aumenta e também o uso da água para conseguir atender à demanda atual.

O consumo de água aumentou 1% ao ano nas últimas quatro décadas e a expectativa é que cresça ainda mais. O mundo em que vivemos hoje tem 60% menos água doce disponível do que 50 anos atrás.

Esta não é a única preocupação para o ano de 2050, segundo cientistas. Espera-se que os desastres naturais também tornem-se mais frequentes por conta do aquecimento global.

Hoje em dia, os desastres ambientais já fazem com que 24 milhões de pessoas, todos anos, se desloquem tentando sobreviver. Se medidas não forem tomadas, espera-se que alarmante 1,2 bilhões de pessoas tenham se deslocado até 2050.

Nenhum país se salvará da crise, mas os mais pobres serão os mais afetados, por serem mais propensos a sofrerem instabilidades civis,  instabilidade política, fragmentação social e colapso econômico, segundo o relatório The Ecological Threat Register, de Sydney, que engloba dados referentes ao meio ambiente e medidas resilientes para frear o fenômeno.

A boa notícia é que ainda podemos impedir essa catástrofe freando a perda de biodiversidade e a diminuindo a poluição do ar, melhorando a gestão da água e dos recursos, mitigar as mudanças climáticas, usarndo os recursos com eficiência, etc.

 

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