Precisamos parar de comer carne para salvar o planeta
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Precisamos parar de comer carne para salvar o planeta

100 Foods

26 abr , 2021

A carne, principalmente a vermelha, deixa enormes rastros de destruição por todo o planeta, com impactos econômicos e ambientais potencialmente irreversíveis.

A floresta amazônica recicla a chuva e o ar úmido como se fosse um radiador, para depois transportar a massa de ar úmido para outras regiões do Brasil e do continente americano, provocando chuvas também nesses lugares. Portanto, a destruição dessa floresta geraria prejuízos climáticos gigantes, não só por resultar em uma clima global mais seco e árido, mas porque também é a fonte de 20% da água potável do mundo, possui quase metade das plantas e animais existentes, e é crucial para a produção do oxigênio que respiramos.

Quando ocorre o desmatamento para se produzir carne, bilhões de toneladas de dióxido de carbono são liberados na atmosfera, acelerando o aquecimento global. As árvores caídas geralmente apodrecem no solo da floresta ou são queimadas, gerando ainda mais emissões. O solo exposto a chuva e sol diretamante perde a umidade, nutrientes e não é capaz de filtrar impurezas, o que dificulta o crescimento da vegetação e pode ocasionar até sua infertilidade de forma permanente.

Em 15 anos, o rebanho bovido no Norte cresceu em alarmantes 22%, a maior taxa dentre todas regiões do país. com uma média de 4%, um dado alarmante para a saúde e preservação do planeta.

Outros dados relacionados aos impactos ambientais da pecuária são chocantes. A cada ano, uma vaca pode produzir 100 kg de metano através dos gases, que é cerca de 28% mais potente do que o dióxido de carbono. A agricultura animal gera 18% de todos os gases do efeito estufa produzidos no mundo, número maior que a emissão de carbono produzida por todos os meios de transporte, juntos.

Além do mais conhecido, existem outros gases extremamente nocivos liberados nessa forma de agricultura, como o óxido nitroso, com 296 vezes o potencial de aquecimento global do dióxido de carbono e que permanece na atmosfera por 150 anos. Estima-se que a pecuária é responsável por cerca de 65% de todas as emissões desse gás, relacionadas ao homem. Apesar de ser pouco comentado, as fezes dos animais também são fonte importante de óxido nitroso.

Dentre os poucos argumentados favoráveis  à agropecuária que existem, um cita sua importãncia sob o PIB total do país, representando cerca de 14% do total. No entanto, tal defesa é falha por não analisar o tamanho do impacto econômico e ambiental gerada por sua produção.

Um relatório de 2015, do Conselho Empresarial de Desenvolvimento Sustentável em parceria com Agência Internacional de Cooperação Alemã, mostrou que a cada 1 milhão de reais adquiridos com a pecuária bovina, gera-se 22 milhões de prejuízo em impacto ambiental. Não seria nítida então, a urgência de uma nova forma de se alimentar, muito mais viável ecomicamente, sustentável, saudável e sem crueldade?

Finalmente, o gado ocupa cerca de 26% das terras livres de gelo do planeta, para a pastagem e produção de ração, mas é responsável apenas por 12% das calorias consumidas por humanos. Vale ressaltar que esta terra é geralmente limpa antes do uso e, às vezes, regularmente limpa ou queimada para torná-la mais adequada para o pastoreio de gado e ovelhas, tornando o processo ainda pior.

Repense seus hábitos alimentares, pelo planeta, pela saúde e pelos animais. Já se sabe que é possível mudar, comendo a mesma coisa, em versões muitos melhores. A 100 Foods trabalha constantemente para criar alimentos o mais próximo possíveis dos tradicionais com ingredientes animais, tanto em quantidade de proteínas, quanto sabor, textura e aparência.